quinta-feira, 12 de março de 2015

O último Carnaval

         Sempre entendi o Carnaval como uma festa colorida, de férias de verão, feita para se fantasiar, pular e dançar. Soltar o corpo. Foi assim desde a minha infância, quando minha prima vinha (para Angra) do " Rio de Janeiro" cheia de fantasias, uma para cada dia, tudo meticulosamente planejado, com os detalhes para a minha mãe arrematar. 
         
Ah, o tal Rio de Janeiro... era o lugar dos meus sonhos. Os cariocas, as rádios FM, as praias com ondas, o cheiro de cidade grande, as pessoas diferentes. E não é que eu consegui? Lá estava eu, desde 2005, morando no Rio. 
Fernanda, Luzi e eu.
     
Neste Carnaval de 2011, planejei as fantasias meticulosamente, uma para cada bloco. Anjo para o Céu na Terra, oncinha para a Lapa, vestido de bolinha para o Bola Preta, bailarina, havaiana... E noiva para a Orquestra Voadora, no Aterro do Flamengo.  Rodamos o Rio atrás de festa. Rimos muito, paqueramos, fofocamos. Foi lindo! Pulei, me diverti, me despedi sem saber.  
Sim, era uma despedida de solteira. Do Carnaval, das amigas eternas, da Lapa, do Rio...
                     Meses depois, estava voando para Dubai, casada por procuração. Mas isso é uma outra história...


quarta-feira, 11 de março de 2015

Retomando...

Av. das Américas, Barra da Tijuca.
Sempre que revejo o que escrevi, acho que não foi escrito por mim. Penso se copiei e esqueci de colocar aspas. Mas depois me reconheço, como alguém que perdeu a memória e retoma aos poucos a sua história. 
Fiz este blog para compartilhar sentimentos que acreditava (e ainda acredito) serem comuns, portanto identificados pelos que fossem ler. Logo após, me perdi nos acontecimentos e o abandonei. Tanta coisa aconteceu desde então. Tanta coisa! Quatro anos e já daria um livro. 
Meu marido me disse que uma ex-namorada parou de escrever depois que o conheceu. Penso que suas questões de mulher solteira aos 30 ficaram abafadas pela paixão e felicidade. 
Sim, escrevemos melhor quando em um conflito, seja qual for, maior ou menor. Porque na plenitude, só nos resta olhar o céu e contemplar, em silêncio. Nada de palavras faladas ou escritas. Só o silêncio. 

sábado, 20 de novembro de 2010

Um lugar para deixar o pensamento fluir...Tanguazinho, Angra.

Pra começar

Penso muito sobre a vida, sobre as pessoas, os lugares, as coisas e sobre como tudo se entrelaça, cada movimento pode revirar tudo. Ou só um pouco.  E penso sobre como, por mais que planejemos cada detalhe, tudo pode acontecer diferente. Basta uma variável. E pronto. Lá se vão nossos planos concretos. Mas a vida não pára.
Lugares que fui, pessoas que amei. Quero escrever sobre isso. E sobre a vida. Como ela sempre vale à pena...